Baseados
em estudos feitos por Francis Thibedeau, em meados do século
XVIII, na França, foi estabelecido as principais família
de letras de imprensa. São elas:
Romana
antiga
Criada pelos franceses no século XVIII, inspirada na escrita
monumental romana, proporciona ao leitor um inconsciente
descanso visual, alcançando o maior grau de visibilidade
de todas as famílias.
Romana
moderna
Criada pelos italianos no século XVIII, apresenta uma evolução
dos romanos clássicos, Esteticamente agradáveis, trouxeram
sensível melhora na legibilidade das letras.
Egípcia ou Serifa
Grossa
Criada com o advento da revolução industrial, no século
XVIII, tem como característica estrutural uma certa uniformidade
nas hastes e serifas retangulares.
Lapidária ou
Sem Serifa
Criada na Alemanha no século XIX, possui caracteres com
poucas variações em suas hastes, cujos arremates não possuem
serifas. Indicada para a confecção de hastes e embalagens,
mas desaconselhável para textos longos.
Cursiva
São as letras que não se encaixam em nenhuma das famílias
já vistas. Elas têm hastes e serifas livres, o que as tornam
as mais ilegíveis de todas, limitando seu uso a destaques,
com número limitado de toques.
Estilo
Antigo: baseiam-se na escrita à mão dos escribas, que trabalhavam
com uma pena na mão. Possuem serifas sendo que na caixa
baixa elas são inclinadas. Ênfase diagonal, transição grosso-fina
moderada. Ex.: Garamond
Estilo dos Tipos
Estilo
Moderno: em 1700, o aperfeiçoamento do papel, as
técnicas mais sofisticadas de impressão e um aumento genérico
dos dispositivos mecânicos foram fatores que fizeram com
que o tipo também se tornasse mais mecânico. Ênfase vertical,
serifas horizontais e finas, transição grosso-fino radical.
Ex.: Bodoni
Serifa
grossa: surgiu com o conceito de propaganda depois
da Revolução Industrial. Também chamada de tipo egípcio.
Ênfase vertical, as serifas em caixa baixa são horizontais
e grossas, pouca ou nenhuma transição grosso-fino nos traços.
Ex.: New Century Schoolbook
Sem
serifa: é o tipo chamado de sans serif. A idéia
de remover as serifas foi um progresso tardio na evolução
das tipologia e não obteve muito sucesso até o início do
século XX. Não há serifa em parte alguma, não há transição
grosso-fino nos traços, não há ênfase em nenhum dos eixos.
Ex.: Antique Olive
Manuscrito:
todos os tipos que parecem ser escritos à mão. Ex.: Ariston
Decorativo:
são ótimos, engraçados, diferentes, fáceis de usar. Ex.:
Shabby
PADRÕES PARA WEB
O produtor
de conteúdo e o designer deve se preocupar com a padronização
gráfica que adotará, respectivamente, na produção do texto
e na solução gráfica da aplicação web.
Aplicar
pouca variedade de tipos, evita uma miscelânea de letras
que acabam por dificultar a leitura e a definição de um
estilo para a o conjunto da aplicação.
Variações de
tipos - Especialistas sugerem que o número de tipos
de letras utilizados fique em torno de três.
Utilize
tipos de letras para caracterizar diferentemente o título,
o texto e anotações. Ao adotar, por exemplo, três tipos,
pode-se fazer uso de suas variações como o itálico, o bold
e o condensado que permitem boa margem de opções, sem, contudo,
descaracterizar o estilo da página.
A
escolha do tipo de letra - Embora subjetiva, deve
considerar à legibilidade, ou seja, a facilidade que leitor
deve ter para reconhecer as letras.
Tipos
serifados
Tipos que contem traços nas extremidades das letras. Guiam
os olhos do leitor de uma letra para outra, imprimindo ritmo
e facilitando a leitura impressa.
· Ex: Garamond, humanistic, Aldine, etc.
Tipos
sem serifa (tipo bastonado)
Tipos que não contem traços, são retos, utilizados em títulos
e legendas com letras no formato bold. Os tipos sem serifa
facilitam a leitura na web.
· Ex: Helvética, Verdana, Arial, Futura, etc.